A Rússia e a China no final dos anos 80 viviam um mesmo regime econômico,mas com diferenças bastante evidentes entre os dois países.A principal delas tinha a ver com a atitude das pessoas e a visão coletiva da sociedade.

Apesar de quase seis décadas de comunismo,os soviéticos ainda guardavam um comportamento,por motivos históricos e por força da visinhança com a sociedade européia,em que a posse de bens refletia a hierarquia e o poder.

Os chineses,por sua vez,eram mais “confucionistas” do que comunistas,já que naquela sociedade o indivíduo é mais importante do que a matéria,e o principal objetivo social é a igualdade sem privilégios.

Em ambos casos,o Estado controlava a oferta ao mercado como meio de equilibrar o fluxo econômico,ou seja,exercia com plenos poderes as funções do marketing.Cada família chinesa recebia uma certa quantidade de moeda e uma cesta básica para suprir suas necessidades essenciais.A partir daí ,a produção industrial,seja em roupas,seja em transporte(bicicletas),era distribuída de tal forma que todos pudessem ter acesso ao conjunto da produção(mais ou menos como distribuir um radinho de pilhas para todos,antes de começar a fazer televisões).

Na URSS,ao contrário,os privilégios obtidos politicamente davam a alguns a oportunidade de ter bens,ou desfrutar de serviços que não eram acessíveis aos demais,criando uma casta de consumidores de mesma renda,porém com acesso diferenciado ao consumo.Por isto,uma guia local iria estranhar quem quizesse visitar um mercado para browse(passear,percorrer as prateleiras e comparar preços),pois,em um regime controlado,todas as ofertas são iguais,mesma qualidade,do mesmo fornecedor,sem concorrência e ao mesmo preço em qualquer lugar.A questão se resume à disponibilidade!

Marketing é aplicável em regimes econômicos controlados pelo Estado?
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