produtos-necessidadesEsta é a questão mais frequentemente levantada pelos iniciantes em marketing que costumam confundir necessidade com desejo ao dizerem que têm, por exemplo, a “necessidade” de um novo telefone celular.

Existem necessidades de várias ordens e uma das classificações mais comuns foi a sugerida por Alfred Maslow: necessidades fisiológicas (fome, sede, frio etc.), necessidades de segurança (moradia, defesa, proteção etc.), necessidades sociais (sentimento de posse, amor), necessidade de estima (autoestima, pertencimento, reconhecimento, status etc.), necessidades de auto-realização (desenvolvimento pessoal, conquistas etc.).

Necessidade humana é um estado de privação, carência de alguma satisfação. As pessoas (e organizações) satisfazem suas necessidades com as ofertas de produtos e serviços que preenchem tais carências. O tal do telefone celular pode preencher várias necessidades ou carências, desde a segurança da família e do próprio até estima e auto-realização na escolha de um modelo vistoso e sofisticado. Outros tantos casos, como um simples jeans, pode preencher, em momentos e circunstancias diferentes várias ordens de necessidades, servindo como proteção, amor, pertencimento e conquista.

Marketing não cria necessidades. Os especialistas, junto com outras forças, despertam e influenciam os desejos. As sociedades, ou mais precisamente os ambientes (econômicos, sociais, legais, políticos ou tecnológicos) são os que moldam certas hierarquias e criam necessidades além das que seriam consideradas básicas. Em todos os casos, cabe ao marketing apenas identificar, o mais prematuramente possível,tais carências (palavra-chave do processo) e atende-las.

Marketing cria necessidades no mercado?

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