História do Marketing – Marketing e vendas 20 July
MARKETING & VENDAS
Até a década de 50, os organogramas das empresas só registravam a palavra vendas, com alguns diretores/gerentes chamados de diretor/gerente comercial. A palavra anglo-saxônica marketing não existia no vocabulário empresarial até que a Escola de Administração da Fundação Getúlio Vargas começou a abrasileirar marketing para a expressão mercadológica, entre outras. A razão do desenvolvimento desta área é que o mercado mudou e já não bastava ter um bom produto: era preciso chamar a atenção sobre si para conseguir vender. Começam a surgir as gerencias de produto, ou chefias de produto, com funções de staff.
A chamada gerencia comercial englobava não só vendas como propaganda, promoção e pesquisa de mercado e, às vezes, até mesmo chefia de produto. Na década de 60 já de dá mais atenção aos canais de distribuição, são criadas as chefias de promoção/propaganda/pesquisa de mercado, mas o produto ainda era mais importante do que o mercado.
Só nos anos 70 é que se percebe: era preciso conhecer o mercado e saber ativá-lo. Daí surgiram às atividades diferenciadas em organograma, como hoje vemos.
Vendas e Marketing custaram a se integrar. Até bem pouco tempo funcionavam como departamentos autônomos dentro da empresa, mas gradativamente a função de vendas foi incorporada por marketing, e a fusão, em muitos casos, ganhou o apelido de Gerência de Vendas. Apesar disso, ainda é freqüente ouvir reclamações da Gerência de Marketing de que os executivos de vendas não são suficientemente científicos em suas decisões, apostando apenas no aumento das vendas e não em planos mais amplos para aumentar os lucros.
Outra “acusação” é de que eles preferem confiar no instinto e na intuição em vez de processos teóricos de decisão. Esses conceitos/preconceitos a respeito da função de vendas são antigos. É comum ouvir frases do tipo: “Coitado do Zé. Não deu para nada na vida, foi ser vendedor” ou “O bom vendedor já nasce feito”.
Esses preconceitos se arrastam desde a Idade Média, quando a Igreja considerava o ato de mercadejar uma atividade indigna e até impura.
Para completar, sua formação é feita na “Escola da Vida”, já que não existem escolas para vendedores, o que os manteve durante um bom
tempo à margem de conhecimentos teóricos – e, por tabela, segregados do meio empresarial e da própria comunidade.
Mas os tempos estão mudando. Hoje, o vendedor já não é mais o mal necessário, mas sim um elo vital na engrenagem de Marketing.
Afinal, é ele quem trabalha o elemento mais importante de qualquer empresa: O CLIENTE. Até o profissional de Marketing, encarado meio
como um almofadinha de vendas, já está sendo visto como uma peça útil na melhoria da qualidade de vida das pessoas, porque sua função
é sentir o mercado e produzir produtos e serviços que contribuam para isso.
